IV ENA: Se eu NÃO sou delegada/o ou convidada/o, como participar?

IV ENA: Se eu NÃO sou delegada/o ou convidada/o, como participar?

IV Encontro Nacional de Agroecologia (ENA): Agroecologia e Democracia: unindo campo e cidade

Se eu NÃO sou delegada/o ou convidada/o, como participar?

O IV Encontro Nacional de Agroecologia ocorrerá de 31 de maio (quinta-feira) a 3 de junho (domingo) no Parque Municipal, na Avenida Afonso Pena, no centro de Belo Horizonte (MG). É com muita alegria que uma rede de organizações, coletivos e parceiros da Agroecologia se prepara para este importante momento de mobilização. (mais…)

Feira da Agrobiodiversidade no ENA 2018

Feira da Agrobiodiversidade no ENA 2018

“Quando a gente tem semente, a gente encontra nela história de vida. Não é só uma semente. A gente guarda e troca porque pra nós é muito importante” Elizângela Aquino

Durante o IV ENA será realizada a Feira da Agrobiodiversidade, um momento muito especial de encontro para trocarmos sementes, mudas, saberes e fortalecermos a luta pela soberania dos povos pela guarda, cultivo e partilha de suas sementes nos diferentes territórios brasileiros. (mais…)

4º Encontro Nacional de Agroecologia será realizado em Belo Horizonte

4º Encontro Nacional de Agroecologia será realizado em Belo Horizonte

Entre os dias 31 de maio e 3 de junho Belo Horizonte (MG) recebe o 4º Encontro Nacional de Agroecologia (ENA), sob o lema “Agroecologia e Democracia Unindo Campo e Cidade”. Segundo a organização, “a expectativa é que o ENA reúna duas mil pessoas de todos os estados do Brasil”.

A programação do encontro prevê a realização de uma série de atividades, como a feira de sabores e saberes, apresentações culturais, mostra de cinema e debates públicos com momentos internos de aprofundamento de temas mobilizadores, em diálogo com organizações parceiras.

Na região metropolitana de Belo Horizonte, há experiências pioneiras de agricultura urbana que dialogam com o direito à cidade. Há, ainda, iniciativas inovadoras de movimentos e coletivos que propõem a ocupação dos espaços públicos e o envolvimento das juventudes em ações culturais e de defesa de direitos.

Alguns dos objetivos do encontros são trocar experiências, compartilhar aprendizados, discutir os efeitos das políticas públicas para a agricultura familiar e para os povos indígenas e povos e comunidades tradicionais e dar visibilidade pública à agenda política do movimento agroecológico junto aos governos e à sociedade.

Leia a Carta Convocatória do IV ENA.

Fonte: Ascom/Consea, com informações da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA)

I Caravana do Oeste do Pará percorre a Transamazônica e a BR 163 em defesa da agroecologia e dos Bens Comuns

I Caravana do Oeste do Pará percorre a Transamazônica e a BR 163 em defesa da agroecologia e dos Bens Comuns

No período de 29 de janeiro a 02 de fevereiro, uma caravana com cerca de 60 pessoas sai de Altamira rumo ao município de Rurópolis, com o principal objetivo de vivenciar as realidades da Amazônia e intensificar a luta em defesa dos direitos territoriais de povos e comunidades tradicionais ameaçadas pelo avanço do desenvolvimentismo econômico e da mercantilização da natureza.

Com o tema ‘Agroecologia na Amazônia em defesa dos Bens Comuns’, a I Caravana do Oeste do Pará se constitui em um processo preparatório ao IV Encontro Nacional de Agroecologia, que ocorre no período de 31 de maio a 3 de junho deste ano, na cidade de Belo Horizonte (MG), realizado pela Articulação Nacional de Agroecologia (ANA) e cujo objetivo estratégico se pauta na luta pela segurança alimentar e nutricional, na luta contra a violação de direitos, na defesa dos Bens Comuns e no fortalecimentos dos movimentos agroecológicos.

Reunindo agricultores e agricultoras familiares, agroextrativistas, indígenas, quilombolas e militantes dos movimentos sociais, que passarão uma semana percorrendo diversos municípios da região, visitando dezenas de comunidades, em diálogos, trocas de experiências e intercâmbio de conhecimentos, a caravana se propõe a intensificar a valorização da agricultura familiar com base na agroecologia enquanto elemento constituinte no manejo equilibrado do meio ambiente, além de ampliar as ações da ‘Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida’.

Resistência

No contexto do avanço do agronegócio, da mineração, de grandes projetos de infraestrutura, do mercado de carbono, a Amazônia e seus povos têm sido alvos de negociações financeiras que violam direitos, modos de vida, invadem territórios, destroem a biodiversidade sob a justificativa do “desenvolvimento sustentável”. Enquanto ação de resistência a tais ameaças, a caravana torna-se uma possibilidade de reunir convergências em torno de alternativas combativas ao modelo de exploração mercadológica, fortemente instalado na região Oeste do Pará.

De acordo com Matheus Otterloo, coordenador do Fundo Dema, fundo que realiza a Caravana, a atividade pretende visibilizar os sinais de vida na Amazônia “É necessário fortalecer os grupos que estão lutando na Amazônia para resistir às ameaças dos grandes projetos que desrespeitam os modos de vida, a identidade e a cultura de povos. A caravana pode fazer uma conexão com grupos nacionais em defesa da vida das pessoas e da biodiversidade”.

Assim, pautando o diálogo com homens, mulheres, jovens e idosos do campo sobre os impactos – sociais, ambientais, culturais, econômicos e na saúde – que trazem o avanço do capital globalizado na Amazônia, os/as participantes da caravana objetivam traçar estratégias de ação coletiva numa perspectiva em defesa da agroecologia, dos Bens Comuns e dos direitos de povos e comunidades tradicionais.

Percurso

O percurso da caravana inicia na região da Transamazônica e depois segue para a região da BR 163. Os/as participantes saem da cidade de Altamira, passando por Brasil Novo, Medicilândia, Uruará, Placas, chegando até Rurópolis. Em cinco dias de atividades, as pessoas farão visitas a experiências coletivas apoiadas pelo Fundo Dema, entre elas, a fábrica de chocolate Cacaway, em Medicilândia, e, também, a usina de beneficiamento de polpas de frutas Dom Oscar Romero, em Uruará, ambas experiências orientadas por práticas agroecológicas. Esta última é protagonizada somente por mulheres.

Com o apoio da ANA Amazônia e da Fundação Ford, a realização da Caravana ocorre por meio do Fundo Dema, representado por um Comitê Gestor, do qual fazem parte a Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (FASE Amazônia), Fundação Viver, Produzir e Preservar (FVPP), Prelazia do Xingu, Comissão Pastoral da Terra (CPT) em Itaituba, Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (STTR) de Itaituba, STTR de Santarém, Centro de Apoio a Projetos de Ação Comunitária (CEAPAC), Fundo Indígena do Xingu (FIX), Coordenação das Associações das Comunidades Remanescentes de Quilombos do Pará (Malungu) e Fundo de Mulheres Luzia Dorothy do Espírito Santo (FLDES).

Serviço
I Caravana Agroecológica do Oeste do Pará
Período: 29/01 a 02/02
Percurso: Altamira, Brasil Novo, Medicilândia, Uruará, Placas, Rurópolis
Contato: Élida Galvão (Assessora de Comunicação do Fundo Dema) – (91) 98111-5266 / (91) 99345-6237

Jovens de Triunfo-PE se reúnem para debater sobre o IV ENA

Jovens de Triunfo-PE se reúnem para debater sobre o IV ENA

Neste dia 13 de Janeiro de 2018, jovens da comunidade de Carro Quebrado, no município de Triunfo-PE, se reuniram para fazer uma roda de diálogos sobre o IV Encontro Nacional de Agroecologia . Os jovens leram a carta convocatória do IV ENA e  fizeram os principais  destaques da carta e apontaram as principais questões que serão discutidas no encontro. Facilitaram o debate Josilma Bertino, jovem multiplicadora da agroecologia e graduanda em Ciências Biológicas, e a estagiaria do Centro Sabiá, Gabriela Martins, graduanda em Agronomia.

“Agroecologia e democracia unindo o campo e a cidade” este é o lema do IV ENA. A convocação e a organização são da Articulação Articulação Nacional de Agroecologia ANA,rede formada por varias organizações, redes regionais, movimentos sociais do campo e da cidade. O ENA também tem o apoio de vários outras articulações que dialogam com a causa da agroecologia e por busca de direitos, uso consciente dos bens naturais e de uma vida mais saudável para a população.

O IV ENA será realizado em Belo Horizonte Minas Gerais , nos dias 31 de maio a 03 de junho de 2018, com a previsão de participação de duas mil pessoas, sendo 70% de agricultores/as camponeses/as, quilombolas, indígenas e outros povos  e também da reforma agrária e da agricultura urbana.

É importante saber que o IV ENA não é apenas o encontro em Belo Horizonte,  o ENA já começou com a realização de diversos encontros regionais e estaduais preparatórios, como também caravanas  para discutir e conhecer as diversas experiências e saber quais as dificuldade e os avanços da agroecologia no Brasil.

Fonte: Carta convocatória do IV ENA

Por Raimundo Bertino 

Fotos: Josilma Bertino e Leonardo das Virgens 

Matéria publicada no blog Pajeú de Notícias: (https://pajeudenoticias.blogspot.com.br/2018/01/jovens-de-triunfo-pe-se-reunem-para.html?m=1)

Conferência discute saídas para dar qualidade à alimentação dos brasileiros

Conferência discute saídas para dar qualidade à alimentação dos brasileiros

Foto: Alejandra Coronel –  Mídia Ninja

 

Por Thanee Desgasperi, Mídia Ninja

“Não existe a possibilidade de alimentação saudável sem a reforma agrária no Brasil e no mundo”, diz Alexandre Padilha

No segundo dia do Festival de Arte e Cultura da Reforma Agrária em Belo Horizonte, aconteceu a Conferência Alimentação Saudável Silvino Gouveia com a presença do Ministro da Saúde da administração do governo Dilma, Alexandre Padilha, a chef de cozinha Janaína Rueda, Irene Cardoso, professora da Universidade Federal de Viçosa e presidenta da Associação Brasileira de Agroecologia, a dirigente nacional do MST Débora Nunes e Samuel Costa, dirigente estadual do Movimento. Na Conferência se falou muito sobre os hábitos contemporâneos de alimentação, representados em Mística com agrotóxicos e alimentos processados, que hoje fazem parte da alimentação diária da quase totalidade da população mundial.
Segundo dados abordados durante a Conferência, hoje, brasileiros consomem 7 litros de agrotóxicos anualmente, além do excesso de sal e gorduras nos alimentos industrializados que “dizem que são feitos para facilitar nossa vida, você cozinha rapidinho direto do pacote”, lembra a cozinheira Janaína. Ela destacou que os “sabores” industrializados, que visam facilitar nossa vida, envenenam o organismo. “Hoje ninguém tem mais tempo de realmente preparar sua comida, só usa esses produtos fabricados, e por que isso? Exigem que a gente cuide da casa, do filho, trabalhe, e quem tem tempo pra cozinhar? Criaram uma forma para que a gente use esses produtos em vez de realmente preparar a comida.”

Foto: Alejandra Coronel – Mídia Ninja

Também falando sobre a influência da indústria e da economia na alimentação da população, Alexandre Padilha usou a frase de Eduardo Galeano, escritor uruguaio, que “temos que alimentar a alma”, se referindo a importância de consumir produtos agroecológicos, sem agrotóxicos e naturais, e também à cultura. “Ingerimos 25 mg de agrotóxicos diariamente. A alimentação tem a ver com a nossa alma, com o corpo e com a nossa economia.” Padilha complementa, compreendendo a importância de políticas públicas que garantam a melhoria da qualidade de vida de toda a sociedade.

Foto: Alejandra Coronel – Mídia Ninja

Irene Cardoso também abordou a implementação de políticas públicas voltadas para a alimentação saudável, como a própria reforma agrária citada pelo ex-ministro da Saúde, sendo forma de garantia de direitos para toda a população. “As pessoas comem mal, se alimentam de forma muito errada e é necessário trazer essa mudança e ela vem com o trabalhador rural. Aqui no Festival vemos esses alimentos saudáveis, não vemos isso em qualquer lugar, mas isso precisa, sim, estar em todos os lugares. A indústria, o capital não deixa, seguem nos envenenando.” A professora também falou sobre o ERÊ – Encontro Regional Sudeste de Agroecologia – que acontece no mesmo período em Belo Horizonte, cujos participantes vieram à Conferência Silvino Gouveia realizar cortejo de lançamento do Encontro Nacional de Agroecologia (ENA), que acontecerá na capital mineira em 2018.