Caravana Agroecológica e Cultural da Bahia

atividade caravana bahiaNome do território e dos municípios que o integram.

A Caravana Agroecológica e Cultural da Bahia aconteceu com a articulação dos Territórios do Sisal, da Bacia do Jacuípe e do Território do Piemonte da Diamantina. O ponto de concentração foi na cidade de Conceição do Coité, localizada no Território do Sisal.

Data de realização da Caravana Agroecológica e Cultural.

De 25 a 27 de março de 2014.

Organizações que organizaram a caravana.

Articulação de Agroecologia da Bahia(AABA), que é integrada pelo Movimento de Organização Comunitária (MOC), Serviço de Assessoria a Organizações Populares Rurais (SASOP), Caritas NE III, Instituto de Permacultura da Bahia (IPB), Terra Viva, Fundação APAEB, COFASPI, FASE Bahia, Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (IRPAA), Centro de Assessoria do Assuruá (CAA), Rede Moinho e Ascoob.

agricultora serrinhaNúmero de pessoas que participaram da caravana.

A Caravana Agroecológica e Cultural da Bahia contou com a participação de mais 300 pessoas, entre participantes, representantes das organizações e apoio.

Breve descrição das características mais marcantes das dinâmicas de construção da agroecologia no território

A população total do Território do Sisal é de 582.331 habitantes, dos quais 333.149 vivem na área rural, o que corresponde a 57,21% do total. Possui 58.238 agricultores familiares, 2.482 famílias assentadas, 2 comunidades quilombolas e 01 terra indígena. Seu IDH médio é 0,60.

artesanato caravana bahiaDestes, 63% residem em áreas rurais, ocupando cerca de 65 mil estabelecimentos rurais. Noventa e três por cento dos estabelecimentos são de base familiar. Quase 10% dos agricultores familiares da Bahia se acham neste território, dos quais aproximadamente 68% são classificados como praticamente sem renda.

O território apresenta uma vegetação bem diversificada, formada por plantas resistentes e adequadas ao clima seco e árido como simbolicamente é o sisal. As condições edafoclimáticas aliadas à histórica concentração da propriedade fundiária e da água além da falta de investimentos, tanto na atividade agrícola como em outros setores que dinamizam a economia, resultaram em baixa remuneração do trabalho agrícola, desemprego, difíceis condições de vida, emprego de mão-de-obra infantil e esforço de toda a família para a sobrevivência nas propriedades rurais da agricultura familiar. Além das atividades de exploração do sisal, que enfrentou um período de decadência após os anos 70, a base econômica é a pecuária extensiva e a agricultura familiar de subsistência, sujeita a longos períodos de seca que ciclicamente atingem a região. Nos últimos anos tem se implementado de forma muito intensa e desordenada a exploração de minerais em muitos municípios, o que vem causando graves desastres ambientais e interferência na vida das comunidades rurais e de agricultores e agricultoras, que além dos males trazidos pelas mineradoras estão deixando a vida da agricultura para se tornarem empregados das grandes empresas e até mesmo realizando a mineração de forma clandestina em suas propriedades. Ainda assim, a agricultura familiar é uma das principais atividades econômicas da região.

visita experiencia caravana bahiaNesta perspectiva a Caravana Agroecológica e Cultural da Bahia teve como objetivo pautar a Agroecologia como modelo de desenvolvimento sustentável em contraponto ao agronegócio, centrado nas monoculturas, no uso abusivo de agrotóxicos e na crescente concentração da terra e degradação dos recursos naturais.

Marcada pelas visitas às experiências agroecológicas, a Caravana foi dividida em 3 Rotas pelos Territórios do Sisal, Bacia do Jacuípe e Piemonte da Diamantina. A Rota Verde visitou o Banco de Sementes, em Serrinha (BA), e a propriedade agroecológica da família de Abelmanto, agricultor experimentador em transição agroecológica. A Rota Vermelha visitou experiências de luta pela terra, comercialização e economia solidária nos municípios de Cansanção e Monte Santo (BA). Rota Lilás visitou a Feira Agroecológica em Jacobina (BA), a Escola Família Agrícola de Jaboticaba e Grupo de Mulheres Produtoras, em Quixabeira (BA).

bomba de aguaAo final, um ato público com concentração no Centro Comercial da cidade chamou atenção da população para temas relacionados ao uso dos agrotóxicos, direitos da mulheres, economia solidária, acesso à terra e soberania e segurança alimentar e nutricional.

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