Ministro Gilberto Carvalho recebe Carta Política do III ENA

A Articulação Nacional de Agroecologia (ANA) entregou ao ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência da República, a Carta Política do III Encontro Nacional de Agroecologia (ENA), que entre outras questões, denuncia o crescimento dos conflitos socioambientais que expulsam as populações de suas terras; o crescente aumento do uso de agrotóxicos,e o uso de sementes transgênicas.

Encontro Nacional de Agroecologia aconteceu em Juazeiro (BA) e reuniu mais de 2 mil pessoas de todo o País

Por Viviane Brochardt

 

Na tarde de segunda-feira, 19, a Articulação Nacional de Agroecologia (ANA) entregou ao ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência da República a Carta Política do III Encontro Nacional de Agroecologia (ENA).

Durante quatro dias, mais de 2 mil pessoas se reuniram em Juazeiro, Bahia. Como resultado das discussões foi elabora a Carta Política, que entre outras questões denuncia: o crescimento dos conflitos socioambientais que expulsam as populações de suas terras; o crescente aumento do uso de agrotóxicos, que coloca o Brasil como o campeão mundial no consumo desses produtos, e o uso de sementes transgênicas.

Carta Política foi aclamada pelos participantes do III ENA | Foto: Fábio Caffé
Carta Política foi aclamada pelos participantes do III ENA | Foto: Fábio Caffé

O documento, entregue ao ministro Gilberto Carvalho, exige do governo federal a criação de áreas livres de transgênicos e a não aplicação de recursos públicos para a compra de sementes transgênicas, proposta aprovada por aclamação pela plenária final do III ENA, sob as palavras de ordem “Agroecologia é vida, agronegócio é morte!”.

 

Ao receber a Carta Política, Carvalho reconhece que “é uma carta pesada para nós, pela responsabilidade que temos e pela resposta efetiva que temos que dar ao que vocês apresentam. Levarei esta carta para a presidenta Dilma, com quem estarei depois de amanhã. Ela é um excelente programa de governo, de sociedade, que devemos implantar nesse País”.

O ministro ainda alerta para a importância da reforma política e que sem ela, a Carta do ENA não se tornará realidade.  “Não há correlação de forças hoje para que essa carta se torne realidade. As questões estruturais, enquanto houver bancada dos latifundiários, dos industriais como maioria no Congresso Nacional, não conseguiremos avançar como precisamos. Precisamos assegurar um Congresso que represente a maioria dos brasileiros e não a maioria do poder econômico”, esclarece o ministro.

6 comentários

Deixar uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.